Avaliação de parâmetros morfométricos com o uso de produtos de sensoriamento remoto: estudo de caso da bacia hidrográfica do Rio Benevente, Estado do Espírito Santo, Brasil, como subsídio aos planejamentos ambiental e territorial

Fernanda Barboza dos Santos, Fabricio Holanda do Nascimento

Resumen


O presente estudo tem por objetivo avaliar os parâmetros morfométricos da bacia hidrográfica do Rio Benevente, localizada na porção sul do Estado do Espírito Santo, Brasil, por meio do uso de Sistema de Informações Geográficas (SIG) e Sensoriamento Remoto (SR). Para a efetivação da pesquisa foi necessário realizar um levantamento bibliográfico acerca dos principais temas abordados, como, análise morfométrica de bacia, bacias hidrográficas, uso de geotecnologias em análise ambiental, entre outros. Além disso, foram acessadas as bases cartográficas necessárias à confecção dos mapas, em sites de instituições públicas, como Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os resultados desta pesquisa permitiram um conjunto de conclusões acerca da área de estudo em relação aos parâmetros morfométricos e a relação desses com os processos de inundação e alagamentos, haja vista que a área de estudo é constantemente afetada por esses eventos, e em muitos casos, potencializados pelo uso e ocupação do solo inadequados. Dessa forma, o estudo proporciona aos gestores e à sociedade um aporte teórico-metodológico acerca da bacia hidrográfica em estudo, auxiliando-os na gestão e nas tomadas de decisões em relação aos planejamentos ambiental e territorial da bacia do Rio Benevente.

Palabras clave


Sistema de informações geográficas; sensoriamento remoto; Modelo digital de elevação; planejamento ambiental

Texto completo:

PDF (Português (Portugal))

Referencias


Burrough, P.A. (1987). Principles of Geographical Information Systems for Land Resources Assessment. Clarendon Press, Oxford. 193p.

Brasil (2012). LEI 12.651 de 25 de maio de 2012. Estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, áreas de Preservação Permanente e as áreas de Reserva Legal. Disponível em: , acesso em 11 abril 2021.

Brasil. Serviço Geológico do Brasil – CPRM (2016). Carta de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e inundação: Município de Alfredo Chaves. Disponível em: , acesso em 11 abril 2021.

Christofoletti, A. (1969): Análise morfométrica de bacias hidrográficas. Notícia Geomorfológica, v. 18, n. 9, p. 35-64.

Christofoletti, A. (1980): Geomorfologia. 2ª Ed. São Paulo: Edgard Blücher.

Coelho, A. L. N. (2007): Aplicações de geoprocessamento em bacias de médio e grande porte. Anais XIII Simpósio brasileiro de sensoriamento remoto, Florianópolis, Brasil, 21-26 de abril, p. 2437-2445.

Coelho, A. L. N. (2010): Uso de produtos de sensoriamento remoto para delimitação de área efetivamente inundável: estudo de caso do baixo curso do rio Benevente Anchieta – ES. Revista Geográfica Acadêmica v.4, n.2, xii.

Di Maio, A., Rudorff, B. F. T., Moraes, E. C., Pereira, G., Moreira, M. A. (2008): Sensoriamento Remoto. Curso Astronáutica e Ciências do Espaço. Agência Espacial Brasileira (AEB), INPE.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA (1999). Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Brasília.

Instituto Brasileiro De Geografia E Estatísticas (IBGE). (2009): Manual técnico de geomorfologia. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. – 2. ed. - Rio de Janeiro: IBGE.

Instituto Brasileiro De Geografia E Estatísticas (IBGE). (2018): Informações por Cidade e Estado. Disponível em . Acesso em 10 ago. 2018.

Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – INCAPER (2020). Informativo climático mensal do Espírito Santo – janeiro/2020. Disponível em https://meteorologia.incaper.es.gov.br/informativo-climatico, acesso em 10 abril 2021.

Jornal A Gazeta/ES (2020). “Sobe para seis o número de mortos após fortes chuvas no ES”. Notícia do dia 18/01/2020. Disponível em: , acesso em 06 abril 2021.

Lo, C.P.; Yeung, A. K.W. (2008). Concepts and Techniques of Geographic Information Systems, 2nd Edition, Ph. Seriesin Geographic Information Science, Prentice-Hall.

Lorenzon, A.S. et al. (2015). Influência das características morfométricas da bacia hidrográfica do rio Benevente nas enchentes no município de Alfredo Chaves-ES. Revista Ambiente Água vol. 10 n. 1 Taubaté – Jan. / Mar, p.195-206.

Marble, D. F. et al. (1993). Geographic information systems and remote sensing. Manual of remote sensing, v. 1, p. 923-958.

Mikosik, A. P. M., Paula, E. V., De Santos, L. J. C. (2010). Influência da curvatura das vertentes na ocorrência de escorregamentos translacionais na sub-bacia do rio Sagrado (Morretes/PR). VIII Simpósio Nacional de Geomorfologia e III Encontro Latino/ Americano de Geomorfologia. Disponível em: , acesso em 02/08/2018, p. 1-11.

Rosa, R. (2005): Geotecnologias na Geografia Aplicada. Revista do Departamento de Geografia – USP. 16, p. 81-90.

Neuman, G., Silveira, C. T. Da., Sampaio, T. V. M. (2018): Análise da influência da escala na obtenção dos atributos topográficos derivados de MDE. Revista Ra’Ega. Curitiba, v.43 Temático de Geotecnologias, p. 179 -199.

Pinheiro, R. M. P. (2003): Sub-bacias hidrográficas do Alto Jaguaribe Tauá-CE: vulnerabilidades ante a incidência de degradação/desertificação. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 195 p.

Prefeitura Municipal de Anchieta - PMA (2006). Plano Diretor Municipal de Anchieta. (Lei Complementar Nº. 13, De 18 De Setembro De 2006).

Schumm, S. A. (1956): Evolution of drainage systems and slopes in badlands of Perth Amboy. Bulletin of Geological Society of America, n. 67, p. 597-646

Soares, M. R. G De J; Souza, J. L. M. De. (2012): Análise morfométrica da bacia do rio Pequeno em São José dos Pinhais (PR). Revista Geografia (Londrina), v. 21, n. 1, p. 019-036, jan./abr.

Tonello, K. C., Dias, H. C. T., Souza, A. L. De, Ribeiro, C.A. A. S. R., Leite, F. P. (2006): Análise hidroambiental da bacia hidrográfica da cachoeira das Pombas, Guanhães - MG. Revista Árvore, v.5, n.30, p.849-857, < http://www.scielo.br/pdf/rarv/v30n5/a19v30n5.pdf>. 09 Agosto, 2018.

Strahler, A.N. (1957): Quantitative analysis of watershed geomorphology. New Halen: Transactions, American Geophysical Union, v. 38, p. 913-920.

Tucci, C. E. M. (Org.). (2009): Hidrologia: ciência e aplicação. 4. ed. 1ª reimpressão. – Porto Alegre, Brasil: Editora da UFRGS/ABRH, 943 p.

Valeriano, M. M., Carvalho Junior, O. A. (2003): Geoprocessamento de Modelos Digitais de Elevação para Mapeamento da Curvatura Horizontal em Microbacias. Revista Brasileira de Geomorfologia, Ano 4, Nº 1 17-29.

Valeriano, M. De M. (2008): Dados Topográficos. In.: Florenzano, T. G. Geomorfologia: conceitos e tecnologias atuais (org.). São Paulo: Oficina de Textos, p. 73-104.

Vidal-Abarca, M.R, Montes, C., Suárez, M.L., Ramírez-Díaz, L. (1987): Caracterización morfométrica de la cuenca del río Segura: Estudio cuantitativo de las formas de las subcuencas. Papeles de Geografía (Física) N°. 12, pp. 19-31.




DOI: http://dx.doi.org/10.21138/GF.646

Licencia Creative Commons

Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivar 4.0 Internacional.


GeoFocus es la revista del Grupo de Tecnologías de la Información Geográfica de la Asociación de Geógrafos Españoles. Recibe soporte institucional y técnico de RedIRIS (Red Española de I+D soportada por el Gobierno de España), de la FECYT (Fundación Española para la Ciencia y la Tecnología) y Grumets (Grupo de Investigación Métodos y Aplicaciones en Teledetección y Sistemas de Información Geográfica).